06.30.08
A perda maior
Dia 3 de maio, sábado, notícia triste. Chego em casa e sou informada de que meu amigo está indo embora. Uma partida dolorosa, de gosto amargo. Meu querido amigo partiu para a eternidade, sem volta, e pior perda não há. Quando um amigo se vai, no fundo, pensamos em reencontrá-lo um dia, quem sabe, não para voltar ao que era, mas para, ao menos, tomar um café e conversar. Já esse não voltará.
Quando estava triste e feliz ele estava do meu lado. Quando ninguém me compreendia, lá estava ele comigo. Dez anos de total companhia. As lembranças vêm, dia após dia, lembrar o quanto ele foi importante para mim e o quanto me fez feliz. Seus hábitos, manias, brincadeiras, tudo ficou impregnado em mim.
No começo desse mês perdi o amigo que nada me pedia em troca de seu carinho, quem eu sabia que entre ventos e tempestades estaria ao meu lado. Infelizmente não pôde ser eterno e o perdi para o cansaço, a fragilidade, idade. 3 de maio de 2008 – perdi meu cachorro, meu “amigo de estimação”.
(Esse post foi escrito no começo de maio – um desabafo – quem tem um, sabe do amor envolvido)
04.16.08
Amizade verdadeira no século XXI
Um professor meu disse certa vez que não existe relacionamentos não baseados em interesse no mundo moderno, que impera o individualismo na construção dessa sociedade. O que isso quer dizer? Você é amigo de alguém por essa pessoa ter algo a te oferecer, seja seus conhecimentos, bens materias, entre outros. Meu post de hoje diz respeito à sociedade como um todo mas também a mim mesma, enqüanto indivíduo.
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Muitos amigos fazemos durante toda nossa vida, porém até seu fim acredito que 1% permaneça ao nosso lado. O destino leva o ser humano a trilhar caminhos diferentes, à vidas diferentes, pensamentos diferentes, o que pode vir a nos afastar de pessoas com quem anos atrás nos identificávamos tanto, ríamos tanto, sofríamos juntos, confidenciávamos tudo o que passava por nossa mente…Seria justo, então, o bendito destino alterar o curso da nossa vida e transformar nosso amigo em um estranho? E como terminar essa amizade de forma digna, sem ressentimentos? Seria mais fácil não tendo mais lembranças da época em que nos conhecemos.
Começo a me perguntar: o que eu poderia oferecer ontem que hoje não posso mais? O que outra pessoa teria a me oferecer ontem que hoje não pode mais? Por que os interesses de amizade podem acabar de repente? Será que nos tornamos tão independentes e auto-suficientes que “batemos as asas” e deixamos alguém para trás? Não sei ao certo, não sei nem se tudo isso faz sentido ou se existem outras razões envolvidas no afastamento, na ausência do “sentir falta”.
Amizade contemporânea…não sei se eu queria ter uma. Acho que “bati as asas” sem querer e deixei pessoas para trás, e não percebi também porque estava me consumindo pelo fato de outras pessoas terem “batido as asas” e me deixado para trás. Que todos sejamos felizes.
