07.08.08

Atitudes que roubam vidas

Enviado em vida real tagged , , , , às 9:53 pm de nandabandeira

Um recente acontecimento deixou o Rio sob total comoção, o drama vivido pelo taxista Paulo Roberto Soares. Paulo perdeu seu filho de apenas três anos de idade por um ato covarde e mal pensado (despreparados profissionais…) de PMs cariocas. O que se poderia esperar de uma cidade em constante guerra, caos e estresse…? Obviamente isso se reflete nos cidadãos, porém, devemos fazer algumas considerações, porque diante da tragédia, detalhes facilmente passariam despercebidos.

Com o jornal em mãos, fiquei emocionada vendo a foto do pequeno João e, abaixo, o rosto sofrido de seu pai. João foi “executado” por policiais. O carro de sua mãe foi alvejado por tiros, os quais, segundo os PMs, se destinariam a bandidos em fuga. Resultado de mau treinamento, estes não “repararam” que o carro dos supostos bandidos era de modelo diferente ao da família. E nem ao menos verificaram quem estaria no carro antes de atirar. Foram vinte tiros. Dentro do carro, uma mãe e seus dois filhos pequenos; o mais novo não foi atingido por milagre, a mãe foi ferida por estilhaços de bala e passa bem, e o pequeno João veio a falecer no hospital, vítima de morte cerebral e parada cardíaca. Indignado, o pai, que estaria fazendo horas extras em seu táxi para pagar a festinha de aniversário do menino, salientou o despreparo e falta de piedade dos policiais. Eu acrescentaria a falta de prudência. Prudência em saber com quem estavam lidando, não se pode desferir tiros por aí. Mesmo que fossem bandidos no carro, e as pessoas que circulam nas ruas? Quantas tragédias mais poderiam ter acontecido neste dia?

Segundo o pai da criança, não houve razão para que os PMs atirassem, não existiu troca de tiros. De acordo com imagens captadas por câmeras de segunça no dia, a mulher de Paulo Roberto, ao ser abordada por eles, parou o carro.

As investigações seguem em andamento e a família pede justiça. Termino aqui com um trecho da declaração dada pelo taxista ao jornal Extra: “Que polícia é essa? Eu não posso perder um filho de três anos para a polícia. Como essa que está na nossa cidade. Eu não pago meus impostos para ter um pessoal para executar os outros.”

Mais um pequeno inocente vítima da violência no Rio.

…é o nosso Brasil, que amamos, e dói ver que esteja tão mal cuidado…

2 Comentários »

  1. Juliana disse,

    Julho 17, 2008 às 7:08 pm

    e apesar de tudo, como vc mesma disse, nós amamos esse país…a justiça até pode ser feita mas, a dor que os familiares da crinaça estão sentindo é algo assim, inconsolável. Deus vai consolar o coração deste pai!!! e aqui na terra a gente tem que fazer o que a gente pode, que é acabar com o despreparo dos policiais e prender os policiais corruptos, é o mínimo!

    beijão!

  2. multiolhares disse,

    Julho 18, 2008 às 10:44 pm

    Foi bem noticiado em Portugal esse caso
    É assustador que em nome da justiça, inocentes sejam dizimados
    Eu acredito que para a policia não seja fácil toda esta onda de criminalidade, mas não se pode abater e depois perguntar
    beijos

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