07.19.08

Procurando alguém

Enviado em pessoas + pessoas tagged , , , , , às 1:19 am por nandabandeira

Conversando com um amigo, eu, que sou quase “terapeuta virtual sentimental” (rsrs), comecei a pensar sobre as dificuldades atuais de se encontrar um pessoa interessante, que atenda às nossas espectativas. Estamos sempre em busca de alguém perfeito ou hoje em dia isso não existe mais? Estamos mais realistas? Pessimistas, talvez?

Sendo “orkuteira” como sou, visitei uma comunidade a qual discutia os medos de relacionamentos enfrentados por meninas na faixa dos 15/20 anos. Na verdade, esse seria um tópico e causou bastante polêmica. Surgiram mais e mais meninas relatando situações parecidas. Parece que os príncipes já não estão mais tão cotados, as meninas procuram rapazes honestos. Honestidade…pessoas honestas estariam em falta, segundo elas, e por essa razão, o medo de se envolver e correr o risco de estar com alguém assim as leva a ficar sozinhas. Todos buscamos a felicidade, e muitas vezes nos fechamos por experiências ruins que tivemos, ou que assistimos na vida de alguém próximo a nós.

Acredito, mais uma vez, que a culpa seja do individualismo que “cultivamos” durante toda nossa vida. Tudo bem que você necessite arriscar, “pagar pra ver”, e tentar embarcar em outro relacionamento, afinal, como saber se será bom ou ruim, mas o fato é que se do casal um pensa apenas em si mesmo, no que quer, em seu prazer, nada pode acontecer além de ele fazer seu parceiro infeliz. Pensar em si é ótimo, te faz conquistar sucesso muitas vezes, já que você fica focado em crescer sempre, mas será que seu individualismo te faz crescer como ser humano? Te faz ouvir o outro e aprender com ele? Atender ao que o outro precisa? E se no fim das contas você ficar sozinho?

De um lado pessoas à procura de alguém especial, do outro, os individualistas; todos sozinhos.

Questão para se pensar, pessoal…

 

 

07.08.08

Atitudes que roubam vidas

Enviado em vida real tagged , , , , às 9:53 pm por nandabandeira

Um recente acontecimento deixou o Rio sob total comoção, o drama vivido pelo taxista Paulo Roberto Soares. Paulo perdeu seu filho de apenas três anos de idade por um ato covarde e mal pensado (despreparados profissionais…) de PMs cariocas. O que se poderia esperar de uma cidade em constante guerra, caos e estresse…? Obviamente isso se reflete nos cidadãos, porém, devemos fazer algumas considerações, porque diante da tragédia, detalhes facilmente passariam despercebidos.

Com o jornal em mãos, fiquei emocionada vendo a foto do pequeno João e, abaixo, o rosto sofrido de seu pai. João foi “executado” por policiais. O carro de sua mãe foi alvejado por tiros, os quais, segundo os PMs, se destinariam a bandidos em fuga. Resultado de mau treinamento, estes não “repararam” que o carro dos supostos bandidos era de modelo diferente ao da família. E nem ao menos verificaram quem estaria no carro antes de atirar. Foram vinte tiros. Dentro do carro, uma mãe e seus dois filhos pequenos; o mais novo não foi atingido por milagre, a mãe foi ferida por estilhaços de bala e passa bem, e o pequeno João veio a falecer no hospital, vítima de morte cerebral e parada cardíaca. Indignado, o pai, que estaria fazendo horas extras em seu táxi para pagar a festinha de aniversário do menino, salientou o despreparo e falta de piedade dos policiais. Eu acrescentaria a falta de prudência. Prudência em saber com quem estavam lidando, não se pode desferir tiros por aí. Mesmo que fossem bandidos no carro, e as pessoas que circulam nas ruas? Quantas tragédias mais poderiam ter acontecido neste dia?

Segundo o pai da criança, não houve razão para que os PMs atirassem, não existiu troca de tiros. De acordo com imagens captadas por câmeras de segunça no dia, a mulher de Paulo Roberto, ao ser abordada por eles, parou o carro.

As investigações seguem em andamento e a família pede justiça. Termino aqui com um trecho da declaração dada pelo taxista ao jornal Extra: “Que polícia é essa? Eu não posso perder um filho de três anos para a polícia. Como essa que está na nossa cidade. Eu não pago meus impostos para ter um pessoal para executar os outros.”

Mais um pequeno inocente vítima da violência no Rio.

…é o nosso Brasil, que amamos, e dói ver que esteja tão mal cuidado…

07.06.08

Descomplicando a vida

Enviado em pessoas + pessoas tagged , , às 5:28 pm por nandabandeira

Somos muito complicados, não é verdade? Nós, as pessoas a quem criticamos, quando, na verdade, somos feitos da mesma matéria – e com os mesmos problemas (uns mais que os outros, deve-se admitir também).

Quando se quer criticar alguém deve-se ter argumentos, em primeiro lugar. Depois, já que você é superior à pessoa e pode criticar, você é nobre o suficiente para dizer isso na frente dela e ajudar com sua total sabedoria (o sarcasmo é um dom que a  vida me deu!) esta pobre pessoa e levá-la à superioridade. Por que “montar um circo” apenas para dizer que reprova algo? Experimente e descomplique: “Não gostei. Achei ……….”. Isso facilita todas as relações, sejam elas familiares, amorosas, de amizade. Diga o que quiser (se tiver a coragem de ouvir de volta o que merece – é um risco que se corre), converse (não fale pelas costas, você pode espalhar e causar a impressão errada, *de você* e do objeto do boato, injustamente).

Portanto, se quiser ser dramático (a), escolha um dia para gritar, chorar, dizer que o mundo é cruel só com você. Deixe os outros fora disso, agradecemos.

Vocês concordam ou não? Vamos deixar em off…