04.13.08

Já chega, né?

Enviado em mídia tagged , , , , às 3:23 pm por nandabandeira

Escrevi meu post anterior e primeiro ^^ às 20h. Hoje, pela manhã, algumas idéias me incomodaram. Primeiramente: se o caso da menina Isabella não tivesse sido exposto na televisão, em todas as mídias de modo geral (mas sabemos que a televisão dá a maior projeção), talvez não existisse toda essa investigação para se chegar ao assassino. Bom, nós sabemos muito bem o que acontece, existem Isabellas morrendo todo dia pelo país, e fora dele, e muitos casos ficam sem solução.

Outro ponto a se comentar é o fato de a menina ser neta de um bem-sucedido advogado. Sorte da família, de ter boas condições financeiras, pois se morassem em uma favela, em um bairro pobre com pessoas com pouco poder aquisitivo, a família correria o risco de não ter justiça.

Agora vamos combinar: o que é ter que assistir, ler e ouvir todos os dias o andamento das investigações? Calma lá, gente, a vida e a morte de uma criança expostas dessa maneira, virando briga de audiência. Uma mancha de graxa aqui, uma marca de sapato ali…pelo menos hoje nós sabemos que existem os tais especialistas forenses, que não são apenas um produto de seriado americano (CSI, CSI Miami, CSI NY). Sim, nós temos um “CSI Brasil/Brazil”, “CSI Rio”, seja lá o que for. Pena que nunca tínhamos ouvido falar, muito menos sabíamos de seus equipamentos importados. Esperamos que depois de resolvido o caso (e se Deus quiser será) estes equipamentos não sejam colocados “de volta na caixinha de isopor”.

Tudo tem um limite. Sei que ainda sou apenas uma estudante de jornalismo, mas em matéria de vida todas as pessoas sabem até onde é oportuno se falar, especular e onde começa a ser inoportuno. É responsabilidade da mídia saber até que ponto ir. Vamos ter mais cuidado com sentimentos alheios, preservar mais é uma boa pedida.

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